quarta-feira, 10 de junho de 2015

Miscigenação x Teorias Racistas – Contexto brasileiro.

      

Reflexos da colonização portuguesa no “paraíso” que hoje conhecemos como Brasil se fazem presentes durante toda a evolução histórica do país e geram marcas que constituem a brasilidade aliada ao jeito de ser do brasileiro. Como marcas impregnadas no perfil cultural da nação, a Miscigenação merece atenção especial em virtude de sua notabilidade e forte influência que a mesma exerce na construção política, social e cultural do país.
     Quando a Coroa Portuguesa demonstrou real interesse sob a colônia (Brasil) e promoveu uma colonização de fato, a presença europeia no Novo Mundo legitimou-se e deu início à fusão racial que atualmente denomina-se “Miscigenação”, originando termos como mulato e pardo. Tal processo explica a complexidade cultural pertencente ao Brasil e a heterogeneidade de costumes que constituem um povo que aprecia pratos desde o simples arroz com feijão até o famoso churrasco gaúcho, e que dança samba, mas não deixa de cantar rock.
     No século XIX, começaram a ser disseminadas as teorias racistas norte-americanas e europeias no Brasil sob um viés determinista, que acreditava no meio social como determinante da personalidade de cada indivíduo. É importante ressaltar que as teorias mencionadas não se posicionavam contra uma determinada raça, não eram contra o negro, o branco ou o índio, mas se opuseram à união destas raças. Pregavam o isolamento racial, onde brancos deveriam casar somente com brancos e assim também deveria ocorrer entre as demais raças. Prova da ignorância do homem em acreditar na raça como fator determinante de superioridade, logo num país que já nasceu multicolorido e que possui a desigualdade como essência: Desigualdade Cultural, Desigualdade Racial, Desigualdade Social, Desigualdade de Gêneros e mais desigualdades.

Até o próximo!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário