Reflexos
da colonização portuguesa no “paraíso” que hoje conhecemos como Brasil se fazem
presentes durante toda a evolução histórica do país e geram marcas que
constituem a brasilidade aliada ao jeito de ser do brasileiro. Como marcas
impregnadas no perfil cultural da nação, a Miscigenação merece atenção especial
em virtude de sua notabilidade e forte influência que a mesma exerce na
construção política, social e cultural do país.
Quando a Coroa Portuguesa demonstrou real
interesse sob a colônia (Brasil) e promoveu uma colonização de fato, a presença
europeia no Novo Mundo legitimou-se e deu início à fusão racial que atualmente
denomina-se “Miscigenação”, originando termos como mulato e pardo. Tal processo
explica a complexidade cultural pertencente ao Brasil e a heterogeneidade de
costumes que constituem um povo que aprecia pratos desde o simples arroz com
feijão até o famoso churrasco gaúcho, e que dança samba, mas não deixa de
cantar rock.
No
século XIX, começaram a ser disseminadas as teorias racistas norte-americanas
e europeias no Brasil sob um viés determinista, que acreditava no meio social
como determinante da personalidade de cada indivíduo. É importante ressaltar
que as teorias mencionadas não se posicionavam contra uma determinada raça, não
eram contra o negro, o branco ou o índio, mas se opuseram à união destas raças.
Pregavam o isolamento racial, onde brancos deveriam casar somente com brancos e
assim também deveria ocorrer entre as demais raças. Prova da ignorância do
homem em acreditar na raça como fator determinante de superioridade, logo num
país que já nasceu multicolorido e que possui a desigualdade como essência:
Desigualdade Cultural, Desigualdade Racial, Desigualdade Social, Desigualdade
de Gêneros e mais desigualdades.
Até o
próximo!!!

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