Na atual conjuntura político-social na
qual estamos inseridos, o capital torna-se cada vez mais um fator determinante
na posição social ocupada pelo indivíduo, e consequentemente nos privilégios
que as classes sociais de alto poder aquisitivo desfrutam. Para Bourdieu o
mesmo processo está inserido na área da educação.
A educação e capital cultural, assim
como o capital econômico, tem o poder de segregar as classes sociais de acordo
com o nível de conhecimento que os alunos possuem, pois é notável que aqueles
que frequentaram boas escolas – em geral as privadas e federais - e tiveram
melhores oportunidades se sobressaem em relação aos desprovidos de tais
benefícios. Para o autor, a escola, ao selecionar os “melhores” exclui os que não possuem o dito capital cultural.
O processo de exclusão na escola
baseado no capital cultural realiza-se através da entrega de prêmios em
competições, avaliações e vários processos avaliativos. Geralmente os
“vencedores” serão os detentores de capital cultural. Essa distinção também
interfere na análise dos professores em relação aos alunos, onde os educadores
distinguem claramente os alunos brilhantes dos alunos apagados.
O capital cultural possui
três classificações: O capital cultural incorporado, que está relacionado aos
aspectos subjetivos da pessoa, como as características biológicas do indivíduo,
não podendo ser compartilhado. O capital cultural objetivado, que está
relacionado à cultura propriamente dita e ao capital econômico, podendo ser
compartilhado. O capital cultural institucionalizado que o indivíduo adquire
através de títulos, como acadêmico e escolar.
Bela iniciativa, Lucas! Pena que não temos professores, da área linguística, para analisar seus escritos; mas gostei de suas resenhas. Visitarei frequentemente se blog e não deixe de postar. Tchau!
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