quarta-feira, 6 de maio de 2015

Capital Cultural segundo a visão de Pierre Bourdieu.

Na atual conjuntura político-social na qual estamos inseridos, o capital torna-se cada vez mais um fator determinante na posição social ocupada pelo indivíduo, e consequentemente nos privilégios que as classes sociais de alto poder aquisitivo desfrutam. Para Bourdieu o mesmo processo está inserido na área da educação.

A educação e capital cultural, assim como o capital econômico, tem o poder de segregar as classes sociais de acordo com o nível de conhecimento que os alunos possuem, pois é notável que aqueles que frequentaram boas escolas – em geral as privadas e federais - e tiveram melhores oportunidades se sobressaem em relação aos desprovidos de tais benefícios. Para o autor, a escola, ao selecionar os “melhores” exclui os que não possuem o dito capital cultural.  

O processo de exclusão na escola baseado no capital cultural realiza-se através da entrega de prêmios em competições, avaliações e vários processos avaliativos. Geralmente os “vencedores” serão os detentores de capital cultural. Essa distinção também interfere na análise dos professores em relação aos alunos, onde os educadores distinguem claramente os alunos brilhantes dos alunos apagados.        

O capital cultural possui três classificações: O capital cultural incorporado, que está relacionado aos aspectos subjetivos da pessoa, como as características biológicas do indivíduo, não podendo ser compartilhado. O capital cultural objetivado, que está relacionado à cultura propriamente dita e ao capital econômico, podendo ser compartilhado. O capital cultural institucionalizado que o indivíduo adquire através de títulos, como acadêmico e escolar.

Um comentário:

  1. Bela iniciativa, Lucas! Pena que não temos professores, da área linguística, para analisar seus escritos; mas gostei de suas resenhas. Visitarei frequentemente se blog e não deixe de postar. Tchau!

    ResponderExcluir